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Estou a Divagar

  Eu tenho uma teoria na vida - a parte má da vida tá cá para nos ensinar a apreciar a parte boa da vida , portanto eu vou aproveitar a parte boa e a má que vier eu vou   mandar foder  E graças a “Deus” que eu u não tenho amigos que concordam a 100% comigo e que veem dos mesmos esquadrões , vivências , mundos , graças a Deus eu estou rodada , de família e amigos que me mostram o tempo todo quão única sou e quão únicos somos todos é me fazem ver tido fe tantas perspectivas que mesmo que eu não tivesse vivido tido o que vivi , aprendia tudo com eles, e acima de tudo me fazem pensar mais em tudo o que concorde pé discordo e acabo sempre por ir procurar e pensar mais e mais , porque me fazem isso , involuntariamente , pêro serem tão diferentes e por percebeste que por vezes os outros estão certos .  Nada contra eu apoio    Engraçado como isto tudo , com saia curta.  Não quero ir , mas eu adoro-as ,são familia.  De verdade, assimetria ,  Tanto é o...

Terapia

Isto está errado a muitos níveis. Eu devia de fazer terapia porque eu acredito que toda a gente devia de fazer terapia tal como toda a gente deve ir ao dentista. Contudo, sou uma hipócrita de merda. Já fui ao pesicólogo   mas desisti logo porque não gostei da abordagem de determinado pesicólogo e achei que seriam todos iguais. Entretanto não fui nunca mais, fiz antes um estudo do ser e ouço recorrentemente uma gravação a ver se me entendo melhor e quando preciso de pôr algo cá para fora escrevo. Não é se calhar a melhor forma de lidar com isto mas é a forma que menos me dá comichão, porque apesar de ser a melhor via , tenho bastante dificuldade em falar com outras pessoas enquanto são estranhas principalmente a falar de assuntos tao delicados como os que trago. Mesmo comigo mesma, acho mais fácil escrever, ainda que não escreva nada por aí além e escreva como falo.   Hoje venho contar-vos mais um episódio da minha vida que me marcou. Talvez o que me marcou mais....

FARTA

  Tou farta das vossas merdas. Farta das pessoas que me estão mais próximas que invés de me apoiarem são as que me deitam mais abaixo. Farta de me sentir um alien em todo o lado. Farta de tudo o que eu faço ser visto como errado. Farta que me digam o que fazer. Farta que não me ouçam. Farta que me julguem. Farta que tudo nos outros seja feitio e em mim só defeito. Fartei. Vou para longe, cagar em todos vocês . Farta de ser insultada e não poder dizer nada. Farta que não me apoiem quando realmente preciso. Farta que desvalorizem a minha experiência. Farta desta sociedade de Merda. Farta de todos . Farta que não me falem . Fartei de tudo isto. Farta que me digam que devo reagir de certa forma. Farta que me digam como ser. Farta que não aceitem quem sou. Farta que achem que a vossa opinião importa invés de a meterem no cu. Farta de pessoas “frontais”, percebam que há diferença entre ser honesta e ser só uma cabra. Farta. Farta de ser artista já dizia o Boss AC. Farta de sentir. Farta ...

Serviço de desapoio à vítima

  Mais conhecido como APAV , o serviço de apoio à vítima serve para que vítimas de abuso sexual ,ou importunação sexual possam ter algum tipo de apoio emocional, alguém que as/os ajude a ultrapassar estas situações de merda.   Vamos começar pelo nome ,que perpetua a ideia de fragilidade da “vítima” e que um crime foi cometido sobre alguém invés de reforçar a parte de que um crime foi cometido por alguém.  Mas isso é o menos de toda a questão. Claro está que não teem culpa da pandemia que estamos a viver e se calhar o meu ódio momentâneo devia de cair mais sobre os órgãos de poder que não permitem que espaços    destes, essenciais para quem os frequenta, estejam abertos. Contudo, hoje dirigi-me à polícia a pedir o contacto que me tinham falado do serviço de apoio à vítima, a imaginar um espaço com outras vítimas todos em roda a partilhar as nossas histórias de abuso e a receber e a dar empatia . Deram- me o contacto da APAV. Liguei para lá e descobri que, em prim...

Como tudo começou

  Todas as mulheres já passaram por algum tipo de abuso por mais pequeno que seja, um piropo na rua ou um apalpão na discoteca e muitas vezes ficamos-nos e não fazemos nada e guardamos tudo dentro de nós. Tentamos esconder num buraco bem fundo toda essa dor e achamos que assim passa. Mas na realidade é o contrário, porque nunca esquecemos o que aconteceu e não temos com quem falar sobre isso.   Eu fartei-me de ter isto guardado e só guardei durante tanto tempo porque, inocentemente , achei que nunca mais passaria por algo do género mas isso não é bem assim.  Eu estava no 8o ano e era daquelas miúdas caladas na sua sem incomodar ninguém , sofria daquele bullying normal porque os miúdos são mesmo assim e ser diferente chateia algumas pessoas. Mas à parte disso estava na minha , e certo dia um miúdo da minha turma daqueles miúdos que só faz merda e que adora gabar-se por ser um merdas para outras pessoas e claramente não era normal, gabava-se de bater no gato. Bem esse miúdo...

Um dia de festa

 Ontem foi um dia de festa. Um dia que muitos de nós ansiámos nos últimos 4 anos. O dia que Donald Trump deixasse de ser presidente dos Estados Unidos da América.   Não vivo nos Estados Unidos, mas acho que tudo o que acontece por lá acaba por nos afetar a todos vivendo lá ou não. Para além que o mandato de Donald Trump teve um grande impacto na vida de  muita gente pela radicalização gigante que ele representa e que ele tanto gostou de defender durante estes 4 anos. E afetou-me pessoalmente ao ver que um homem que não tem qualquer respeito por mulheres para além de ser presidente de uma das maiores potências mundiais, orgulha-se do desrespeito que nos tem e mostra-o nas suas redes sociais e pior que isso, tem quem mesmo assim o apoie.  Hoje venho escrever pela imensa felicidade e orgulho que senti pelo povo americano.  Deram um passo gigante em frente.  Nos últimos dias fui ao site do New York Times uma centena de vezes, com uma ansiedade incontroláve...

Um dia normal no metro

 Mais um dia de trabalho entrei as 10 da manhã e sai as 23, mais estafada era impossível.   Nesse dia de manhã tinha visto um Post incrível no Instagram todo feminista, senti-me super poderosa, decidi abusar com um decote porque posso, ponto.   Isto não é para justificar o que aconteceu mas para perceberem o quão mal eu me senti, o quanto eu senti que abusaram de mim e como este episódio me marcou, muito mais do que se estivesse com uma camisola de gola alta, toda tapada.   Sai do trabalho e ainda fui apanhar o metro. Tive que andar 45 minutos até à paragem e mais outros tantos até casa, já dentro do metro.   Reparei num sujeito que estava na paragem porque estava a olhar para mim e tinha um aspeto peculiar, assim mais velho com os seus 65 anos, careca, mais baixo e meio corcunda. Entramos os dois no mesmo metro, ele senta-se à minha frente e continua a colar o olhar em mim, aquele olhar que muitas mulheres perceberão a descrição, de quem nos...